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Vou parar de ver coisas bonitas para não lembrar da sua cara.
domingo, 30 de julho de 2017
Que nem é bonita.
Tem uns dois meses que tento escrever isso mas acho que nunca vai sair
os teus cabelos, negros
os teus olhos, mouros
é noite e eu repouso
adormeço na morenice do seu peito
nas suas mãos entrego o meu sono
ao seu lado deixo o meu cansaço
nos seus braços fiz a minha cama
sob suas palmas ergui a minha casa
no seu abraço eu me aquieto
você me ama
eu te amo
no seu sorriso amanhece o dia
--
mas hoje é quase agosto
e eu amanheci só.
os teus olhos, mouros
é noite e eu repouso
adormeço na morenice do seu peito
nas suas mãos entrego o meu sono
ao seu lado deixo o meu cansaço
nos seus braços fiz a minha cama
sob suas palmas ergui a minha casa
no seu abraço eu me aquieto
você me ama
eu te amo
no seu sorriso amanhece o dia
--
mas hoje é quase agosto
e eu amanheci só.
Ensaio P [II]
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
As águas surgiam nas nascentes e fluíam soltas, percorrendo
toda sinuosidade do seu leito, até a foz;
As sementes germinavam, os brotos rompiam o solo e a vegetação
crescia, vasta e livre;
Estados alteravam-se, a química e a física prosseguiam com suas transformações;
A terra vibrava, a natureza vivia, a vida pulsava;
O tempo corria
Mas ele não existia
Enquanto eu te olhava.Ensaio P [I]
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Eu já te conheço.
Sua voz, seus gestos, as palavras que gosta de usar. Tudo o que compõe o quebra-cabeça da sua figura no meu imaginário.
Eu não te conheço.
Você é novidade; sua voz, seus gestos, as palavras que gosta de usar.
Eu não me lembrava.
Eu não sabia a extensão dos seus ombros, a textura dos seus cabelos, a dimensão do seu olhar, o tamanho da sua boca e quantas bocas têm seus dedos [...]
--
Se eu pudesse, apagava da sua memória toda leitura feita na pele alheia; apagava das linhas das suas mãos todos os alfabetos lidos em outros corpos; transformava em vento imperceptível todo cheiro escondido que tenha permanecido em seus registros.
Porque eu não aceito que aquele momento da estrela cadente em seus olhos tenha sido captado por outras retinas. A hora em que suas pupilas estão em festa e quando se recolhem para o repouso. Não aceito que seus braços tenham enlaçado outra pessoa e que outros corpos tenham se aninhado em seu colo [...]
Você é um templo onde só eu posso rezar o seu ofício.
--
Você é mina. É de se explorar a sua jazida.
Sua voz, seus gestos, as palavras que gosta de usar. Tudo o que compõe o quebra-cabeça da sua figura no meu imaginário.
Eu não te conheço.
Você é novidade; sua voz, seus gestos, as palavras que gosta de usar.
Eu não me lembrava.
Eu não sabia a extensão dos seus ombros, a textura dos seus cabelos, a dimensão do seu olhar, o tamanho da sua boca e quantas bocas têm seus dedos [...]
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Se eu pudesse, apagava da sua memória toda leitura feita na pele alheia; apagava das linhas das suas mãos todos os alfabetos lidos em outros corpos; transformava em vento imperceptível todo cheiro escondido que tenha permanecido em seus registros.
Porque eu não aceito que aquele momento da estrela cadente em seus olhos tenha sido captado por outras retinas. A hora em que suas pupilas estão em festa e quando se recolhem para o repouso. Não aceito que seus braços tenham enlaçado outra pessoa e que outros corpos tenham se aninhado em seu colo [...]
Você é um templo onde só eu posso rezar o seu ofício.
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Você é mina. É de se explorar a sua jazida.
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