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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
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Eu disse "- Já viu que carambola é uma estrela que a gente planta?"
Hábito (latim habitus, -us, estado (do corpo ou de uma coisa), constituição, trajo)
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Partindo do pressuposto de que tudo acontece por algum motivo, penso que é cabível a ideia de que os fatos sucederam para que se pusesse fim em costumes arcaicos e saisse desta esfera de conforto. Um estopim. O clímax, onde uma escala se encerra e outra gradação começa a acontecer, de maneira ascendente.
É chegada a hora. Como tantas vezes foram dadas a mesma chance, em ocasiões diferentes. Algumas foram bem aproveitadas, outras desperdiçadas pelo tempo; sem culpa, apenas desperdício.
Mais uma vez se apresenta outra aurora além, outro tempo de despojar-se. E tantos outros tempos virão o quanto for preciso. Basta existir para sermos presenteados com uma vastidão de vidas numa única, todas revelando diariamente suas infinitas oportunidades para que se evolua.
Boa sorte é estar vivo.
É chegada a hora. Como tantas vezes foram dadas a mesma chance, em ocasiões diferentes. Algumas foram bem aproveitadas, outras desperdiçadas pelo tempo; sem culpa, apenas desperdício.
Mais uma vez se apresenta outra aurora além, outro tempo de despojar-se. E tantos outros tempos virão o quanto for preciso. Basta existir para sermos presenteados com uma vastidão de vidas numa única, todas revelando diariamente suas infinitas oportunidades para que se evolua.
Boa sorte é estar vivo.
so[h].pro
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Meus dias nunca haviam sido tão confusos. De tanto estar só pensei estar acostumada à minha presença. Ver-me e sentir-me só me incomoda. Há um grito preso, uma angústia, aqui entre o pescoço e o início do estômago, angústia essa que escorre por minha cintura, alcança os quadris e descompassa minhas pernas. Agora e ainda sou uma criança. A fome não vem, tampouco o sono. Adormeço por conta do peso da dúvida e pelo cansaço. Procurando quando, exatamente, começamos a nos perder. Falávamos línguas diferentes por diversas vezes, creio que desde o início era previsto. A mágoa, a dúvida, a realidade. Saltam dos meus olhos os sentimentos de agora. Já não há quem não perceba.
Tenho conhecido cada linha que constitui o meu lençol, cada pena do meu travesseiro, o cheiro do meu suor, da minha pele esquecida. Meus dias começam às duas da tarde e não sei ao certo a que horas terminam. Meu cérebro insiste com as sinapses. Agora é tudo uma poeira sem sentido, algum ruído, música distante, as notas adentrando o fundo do mar. Esta condição me incomoda, mas o espírito desse tempo me agarra pelas ancas. Já não sou eu quem escreve, já não sei quem está com a caneta em punho, quem segura o papel branco, a quem pertence este vestido abandonado na lenta morte vespertina. O relógio não conta e nem avisa a hora em que devo despertar.
Agora é apenas a fumaça do sono, é apenas éter.
E já não sou mais eu.
Tenho conhecido cada linha que constitui o meu lençol, cada pena do meu travesseiro, o cheiro do meu suor, da minha pele esquecida. Meus dias começam às duas da tarde e não sei ao certo a que horas terminam. Meu cérebro insiste com as sinapses. Agora é tudo uma poeira sem sentido, algum ruído, música distante, as notas adentrando o fundo do mar. Esta condição me incomoda, mas o espírito desse tempo me agarra pelas ancas. Já não sou eu quem escreve, já não sei quem está com a caneta em punho, quem segura o papel branco, a quem pertence este vestido abandonado na lenta morte vespertina. O relógio não conta e nem avisa a hora em que devo despertar.
Agora é apenas a fumaça do sono, é apenas éter.
E já não sou mais eu.
cov.ardia
domingo, 15 de novembro de 2009
se te prometi que não te soltaria, por que justamente tu foi soltando teus dedos enquanto eu dormia?
si.lêncio
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
zunido
trick-track
noise
zumbido
bzzzz
shhhh
trim
ai
dói
iiiihhhhhhhh
estalido
trick-track
noise
zumbido
bzzzz
shhhh
trim
ai
dói
iiiihhhhhhhh
estalido
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Em 12/04/07: "hoje eu fiz uma declaração de amor pra mim. =]"
Eu sou a rosa branca e valente
E a minha estrela de mil pontas prossegue brilhante
Tantas outras estrelas nascendo
E tanta valentia rosa, branca, dentro delas
Eu tenho o sol na cabeça
E a primavera nos olhos
Minha força, em outros tempos medrosa, envergonhada
Hoje despe-se
Estrela
de estrelas
Mostra-te, fogo;
O signo, ontem tímido
Travesso queima
Ardendo o peito, iluminando a alma
Estala o coração
O espírito dela que leva o nome
Nome dela, que transpira teu significado
Escreveu na pele de cristal a epopeia
Que em letras de sol se fez
E como nasceu para ser
Sai de trás das cortinas
Se mostra em todos os palcos
E a pequena heroína é agora como sempre foi:
É luz, explosão, estilhaço
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